O Quintal de Sergio Carriel
  

 

PARA MARIA DA GRAÇA

 

Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS.

Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.

Escuta, se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isto a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves, entre milhares que abrem as portas da realidade.

A realidade, Maria, é louca.

Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar, à pergunta que Alice faz à gatinha: -“Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego” ?

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior.  Isso acontece muitas vezes por ano.

“Quem sou eu no mundo?” Esta indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Acho que tem problemas que gente nunca resolve. Quantas vezes mais decifrares esta charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta. O importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.

A sozinhez (esquece esta palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço:- -“Estou tão cansada de estar aqui sozinha”!

O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço. Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.

Somos todos bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos.  Apesar de ser isto que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.

Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem que ser grave.

A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: “Oh, I beg your pardon!” Pois viver é falar de corda em casa de enforcado.

Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: “-Gostarias de gatos se fosses eu?”

Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar:

“-A corrida terminou, mas quem ganhou?”

É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não souber quem venceu.  Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiser, Maria, ganhaste.

Disse o ratinho: “-Minha história é longa e triste!” Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante:

-“Minha vida daria um romance”!

 Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só um jeito de contar uma vida, foge polida, mas energicamente, dos homens e das mulheres que dizem:

-“Minha vida daria um romance”!  Sobretudo dos homens. Os homens são uns chatos irremediáveis, Maria.

Os milagres sempre acontecem na vida de cada um, e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar.

Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá da moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: -“Devo estar diminuindo de novo”. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.

Escuta esta parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isto acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passa a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos, e de rinocerontes que parecem camundongos.

O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor.

Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor. Uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros.

Uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma.

E por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos, em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que estamos nos sentindo umas drogas ou muito bacanas.

Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.

Por fim, mais uma palavra de bolso: Às vezes uma pessoa se abandona de tal jeito ao sofrimento, com tal complacência, que tem medo de não poder sair mais de lá.

A dor também tem seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso, Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: -“Agora, serei castigada, afogando- me em minhas próprias lágrimas”.

Conclusão: A própria dor deve ter a sua medida. É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.

             ( Paulo Mendes Campos, Para Maria da Graça, in Para gos-

         tares de ler; crônicas, São Paulo, Ática, 1979, v. 4, p. 73 e 

                                                                         seguintes.)

 



Escrito por Sergio Carriel às 13h42
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SONHA-SE NA COZINHA

 

Este silêncio não foi à toa.

Viver foi tão mais intenso,

Que contar da vida, aqui,

Ficou no último plano.

O homem pensa que se conhece.

Mas qual!

Tanto na vida como na arte

O inesperado pode paralisar,

Ou, o contrário.

Descobrir novos limites é bom demais.

Negar e reinventar as vias, muito mais.

A vida me deu a prova e a honra

De amparar minha mãe, hoje doente.

E a arte, de ser um dos quatorze apaixonados

Responsáveis em preparar o próximo espetáculo.

Um sonho.

Não de montar o espetáculo

Porque neste terreno avançamos.

já estamos no início do processo

irreversível de montagem.

Falo do Sonho de Alice.

De Alice no País das Maravilhas

Na rua. De rua, na verdade!

Depois de sonhar só

Descubro que a Cozinha também sonha

E que chegam sonhando, dois putas profissionais

Eduardo Brasil, ator do Barracão Teatro

E treinador corporal, e grávido, e pesquisador

E Ana Clara, coreógrafa, pesquisadora, bailarina,

Mãe à quase um mês, linda,

os Dois mestrandos...

...e sei lá o que mais destes dois

Deles a Cozinha só sabe

que são do babado e do bem

E que temos garantido quatro encontros

Dois que já se foram, e está gravado em nós

E dois mais pra pirar e criar, e criar, e criar.

E se apaixonar por teatro, e descobrir

Sempre mais coisas que ele abarca e provoca

Também estou grávido,

adolescente inundada

Pela pôrra do Teatro.

mas reticente ermitão

Esperando hora e forma de agir.

Como nunca, estou vivo!

 



Escrito por Sergio Carriel às 13h40
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   Público

Repenso, a exemplo de grandes artistas amigos

O teatro feito para nós mesmos

E dou de cara com um:

-Não saio de casa a não ser para rir.

E outro, e outro, e outro.

Formar público é possível e necessário

Mas levá-lo em conta quando criamos

também é fundamental

Em São Paulo, nas platéias muita gente de teatro

Em Itararé, na platéia o povo

que sabe o que quer

Rir.

E devo menosprezá-los por isto?

Eu, artista, criador e detentor da verdade

sobre arte e sua função?

Preciso repensar mais ainda



Escrito por Sergio Carriel às 12h57
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   COMÉDIA

Tiago Klimek, Cecília Grossl, Alex Negro e Higor Fernandes

Apresentação no CAF - Miss Itararé

TEM TEATRO NESTE FINAL DE SEMANA


A Associação Teatral Cozinha Experimental

apresenta no Teatro Sylvio Machado, de sexta

(15/08) a domingo (17/08), sempre às 20h30,

 a cena teatral “Ah, Inês!!”, e “O Juiz de Paz na Roça”,

 duas comédias imperdíveis, que fizeram

muito sucesso no último final de semana.

A cena teatral “Ah, Inês!!” foi apresentada

no Clube Atlético Fronteira nos sábados

 (02 e 09 de Agosto) com ótima aceitação

do público presente, tanto no Jantar de casais,

 como no Baile da Escolha da Miss Itararé.

E no domingo foi apresentada no Teatro Municipal,

antes da comédia “O Juiz de Paz na Roça”,

tendo sido as duas bastante aplaudidas

por um público relativamente grande (182 pessoas),

 coisa que não acontecia com freqüência nos últimos anos.

 Um sinal de que a Cozinha precisava “acertar a mão”

quanto à linguagem preferida pelo público daqui,

que é o da comédia e do escracho,

de preferência colocando no palco o falar

 e o jeitão próprio do nosso povo.

Então, não perca esta oportunidade

de dar boas risadas e sair de lá

com a alma lavada e o corpo leve.



Escrito por Sergio Carriel às 11h35
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Ju Jacopetti (Brás), Cecília Grosssl (Lindo), Higor Fernandes (Inês),

Tiago Klimek (Leonor), Alex Negro (Vardomira) e Leandro Kaingang (Jucicreide)

na apresentação do Espaço Cultural da Pizza Hot.

Dia 02 de Agosto, no Clube Atlético Fronteira, outra apresentação da cena

teatral AH, INÊS! 

 



Escrito por Sergio Carriel às 12h19
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A COZINHA NO XII FESCETE


SANTOS FOI DEMAIS!

TANTA ATENÇÃO E CARINHO

TANTA IMAGEM BONITA

TANTA GENTE DO BEM

SANTOS É DEMAIS

FICA NA RETINA E NO CORAÇÃO


CONHEÇO A SANTOS TEATRO

TRABALHO SÉRIO E ÉTICO, DO TESCOM

E DE SEUS PARCEIROS DE LUXO


CARLA, PEDRO, MARCÃO, BETE, ANDRÉ,

BRUNO, DANILO, RICARDO,MARIA ALICE,

ROBERTO, ORLEIDE, TANAH, FABIANO, RAQUEL,

CAROLINA, TITO E TANTOS OUTROS,

ANÔNIMOS PELA FALTA DE TEMPO E OCASIÃO


VI ÓTIMAS CENAS

E UM ESPETÁCULO DE CAIR O QUEIXO

UMA AULA DE TEATRO DE RUA

DA ESTUPENDA TRUPE OLHO DA RUA

QUE PRETENDO VER MUITAS VEZES


O RESULTADO DO FESTIVAL É O QUE MENOS IMPORTA

IMPORTA SIM, SABERMOS QUE ESTAMOS NO CAMINHO CERTO

QUE TAMBÉM SOMOS SÉRIOS

QUE SOMOS MAIS QUE NUNCA

GENTE DE TEATRO, ARTISTAS!

ESSA CERTEZA TIVEMOS MAIS UMA VEZ

NAQUELE AR QUE CHEIRA MAR E ARTE.





Escrito por Sergio Carriel às 12h35
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   ALICE

 

estátua de Alice

 

"Com licença! Desculpe eu derrubar seus castelos,

mas aqui não é o País das Maravilhas, e você, não é Alice"

 

ALGO SEMPRE ME TRAVA AO FALAR DE ALICES

TENHO UMA AMIGA QUE CHAMO ALICE

PORQUE É CRÉDULA, ESPERANÇOSA E SONHADORA

CONFESSO QUE NÃO FICO À VONTADE EM OBSERVÁ-LAS

CAUSAM-ME  MÊDO, PORQUE NUNCA SÃO VULGARES

E, SIM, IRRITANTEMENTE INGÊNUAS

E INGENUIDADE JÁ É QUASE NOVIDADE

DE TÃO VELHA,  JOGADA NO CHÃO

DO QUE CHAMAMOS EXPERIÊNCIA

AINDA ME CAUSA ESTRANHEZA

PORQUE ESTE TEMPO  VARREU DE SEUS DOMÍNIOS

 QUASE TODOS OS VELHOS HÁBITOS

COMO ACREDITAR, POR EXEMPLO

E OLHA QUE FALO DE ALICES

E NÃO DE POLIANAS



Escrito por Sergio Carriel às 13h33
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   NEM ESTREAMOS

AINDA ESTÁ NA MESA

INÊS, EM 15 MINUTOS, PARA O FESCETE

E O JUIZ DE PAZ QUE ADAPTO PRO CAIPIRÊS

POIS BEM, JÁ TEMOS CONVITE E CONTRATO

JUIZ EM APIAÍ, NO DIA DO ANIVERSÁRIO

E O INÊS, ALGUÉM QUE AMO MUITO

QUER VER NA SUA CIDADE

BREVE COMEÇO UM TRABALHO EM ITAPEVA

O GRUPO DE APIAÍ JÁ ESTREOU

E OS MENINOS QUEREM MAIS...

ADORO SER APAIXONADOR

AINDA MAIS NESTA FASE

DE PESQUISA CORPORAL

DE UM TEATRO BEM FEITO E POPULAR

COMO O DO BARRACÃO TEATRO

TENHO UMA GRUPO MAÇIÇO

ATORES FORTES E CONSCIENTES

ARTISTAS DE VERDADE

FOMOS ENSAIAR NO RIO ITARARÉ

DOMINGO PASSADO, SOB SOL

FOI TUDO MUITO ALEGRE

TENHO AMIGOS, TENHO PARCEIROS

AMO A VIDA MAIS QUE NUNCA

GRAÇAS AO TEATRO

E SEUS ARTISTAS DE ITARARÉ

E PORQUE TUDO ESTÁ MAIS DIFÍCIL

É QUE VAMOS NOS SUPERAR

ESTE ANO SERÁ MELHOR

QUE NENHUM OUTRO

AMÉM



Escrito por Sergio Carriel às 13h55
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   O FUTURO A NINGUÉM PERTENCE

 

O MUNDO É MESMO SEM PORTEIRAS

E O TAL CHÃO SEGURO NUNCA EXISTIU

AINDA ME ASSUSTO, TENHO MÊDO

E ACREDITO EM "PARA SEMPRE"

APESAR DE SABER QUE NÃO HÁ

SOU ROMÂNTICO, QUANDO DEVERIA

SOMENTE SER PRÁTICO

AÍ PRESTO MAIS ATENÇÃO 

NO QUE ME CERCA

E VEJO QUE SOU SONHO

QUE PODE VIRAR DESEJO

QUE PODE VIRAR META, OU NÃO!

QUE TUDO É CERCADO

DA NÉVOA DA NOVIDADE

NEM O MAIS AMOROSO

DOS RELACIONAMENTOS RESISTE

À FALTA DE NOVIDADES

MAS QUANDO ELAS VÊM

NUNCA ESTOU PRONTO

MUNDO, MUNDO

ASSOMBROSO E INSTIGANTE MUNDO

VIVO PORQUE ADORO SUSTO

 

 



Escrito por Sergio Carriel às 13h10
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   CAMINHOS PARA UM SÓ LUGAR

 

CAMINHOS PARA UM SÓ LUGAR


MENINO TRAVESSO

TINHA SONHOS

LONA, PLATÉIA

ROUPAS, LENÇÓIS

HISTÓRIAS, PALMAS

CABIA NO QUINTAL



MOÇO FALANTE

TINHA DESEJOS

PALCO, PLATÉIA

FANTASIAS, DECORAÇÃO

TEATRO, APLAUSOS

OUTROS QUINTAIS



HOMEM AVENTUREIRO

TINHA OBJETIVOS

PALCOS, PLATÉIAS

FIGURINOS, CENÁRIOS

PEÇAS, APLAUSOS

VOLTA AO QUINTAL



HOMEM VIVIDO

TENHO PROJETOS

ESPAÇOS, ESPECTADORES

CARACTERIZAÇÕES

ESPETÁCULOS, APLAUSOS

QUALQUER QUINTAL




Escrito por Sergio Carriel às 13h12
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Leandra (segunda da esquerda para a direita, embaixo. E Thiago Santos, esse moço enorme de branco e vermelho, encima, em SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO- 2005)


DUAS ALEGRES BAIXAS


Nesta semana a Cozinha perdeu dois atores de seu elenco


Leandra Guimarães, porque casou e mudou para outra cidade


Thiago Santos, porque optou por ocupar seus finais de semana


com seu TCC e sua nova realidade de religião/namoro/profissão


Fica registrado aqui o nosso carinho e agradecimento


pela significativa passagem deles pela Companhia


Duas ótimas pessoas. Dois maravilhosos colaboradores


Que continuam sendo Cozinha de coração


Mas não querem, ou não podem, mais atuar


Mesmo sabendo que deveríamos aprender a dizer adeus


Mesmo intuindo, muito antes, pelos sinais claros


Ainda não sabemos lidar com separação


Que os dois sejam felizes em suas novas empreitadas


E, segundo o que eles mesmo disseram,


Levarão impressos em seus corpos e almas

Esta feliz convivência de quase cinco anos


Só por isso é que são duas alegres baixas


Quanto aos que ficam, muito trabalho


E muito estudo. E muito treinamento


E muitos espetáculos a construir


ECO E NARCISO” , “ NOSSO CONTO DE FADAS”


AH, INÊS...” E “TEATRO DE PANO”


Títulos ainda provisórios


Trabalhos já bem consistentes


E nossos focos deste ano



Escrito por Sergio Carriel às 13h38
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NÃO JULGUEIS... (Chico Xavier)

Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas... Ora, nós não viemos a este mundo para nos banharmos em água de rosas. Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar... As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito. Quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca...Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros, mais um avião... Não precisamos de tanta coisa para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos morrer hoje. Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em pressão... Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo... A amizade é uma dádiva de Deus... Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar a solidão. A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma. Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado. Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar... Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal... Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: NÃO JULGAR, definitivamente não julgar a quem quer que seja. O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes,seja no bem tanto quanto no mal. Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível. Tudo tem seu apogeu e seu declínio... É natural que seja assim; todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela!... Novas folhas, novas flores, na indefinida benção do recomeço.





Escrito por Sergio Carriel às 13h26
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   LEVANTA, SACODE A POEIRA...

 

 

(Carlota: amei e adotei)

SE QUERO QUE  SEJA

E SERÁ, INDEPENDENTE DE MIM

ALÉM DO MEU QUERER

TENHO QUE DIZER

TENHO QUE BOTAR P'RA FORA

POIS QUASE NINGUÉM

LÊ PENSAMENTO

OU VÊ DENTRO

DE ALGUÉM OPACO COMO EU

 

EU NÃO CHAMO DE AMOR

PORQUE É MAIS SEXO QUE NADA

ENTÃO, COMO CHAMO ESTA FALTA,

ESTA IRRITAÇÃO ESTOMACAL,

ESTE ENGASGO,

DE  NÃO SABER PORQUE????

NÃO QUERO PERGUNTAR!!

.......................

QUERO SIM, MAS NÃO SEI COMO

P'RA NÃO CONTRADIZER

O QUE DISSE NESTE ANOS

SOBRE O QUE ÉRAMOS.

NÃO QUERO ENTENDER...

QUERO PODER TE OLHAR

ÀS 3H00, ADORMECIDO ALI

E TE LEMBRAR QUE É PRECISO VOLTAR

QUE NÃO PODE FICAR

MAS COMO, SE JÁ NÃO VEM MAIS? 



Escrito por Sergio Carriel às 13h05
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   CORAGEM, DE NOVO

A FORÇA E A CORAGEM

MARIO QUINTANA

É PRECISO TER FORÇA PARA SER FIRME,
MAS É PRECISO CORAGEM PARA SER GENTIL.

É PRECISO TER FORÇA PARA SE DEFENDER,
MAS É PRECISO CORAGEM PARA BAIXAR A GUARDA.

É PRECISO TER FORÇA PARA GANHAR UMA GUERRA,
MAS É PRECISO CORAGEM PARA SE RENDER.

É PRECISO TER FORÇA PARA ESTAR CERTO,
MAS É PRECISO CORAGEM PARA TER DÚVIDA.

É PRECISO TER FORÇA PARA MANTER-SE EM FORMA,
MAS É PRECISO CORAGEM PARA FICAR DE PÉ.

É PRECISO TER FORÇA PARA SENTIR A DOR DE UM AMIGO,
MAS É PRECISO CORAGEM
PARA SENTIR AS PRÓPRIAS DORES.

É PRECISO TER FORÇA PARA ESCONDER OS PRÓPRIOS MALES,
MAS É PRECISO CORAGEM PARA DEMONSTRÁ-LOS.

É PRECISO TER FORÇA PARA SUPORTAR O ABUSO,
MAS É PRECISO CORAGEM PARA FAZE-LO PARAR.
É PRECISO TER FORÇA PARA FICAR SOZINHO,
MAS É PRECISO CORAGEM PARA PEDIR APOIO.

É PRECISO TER FORÇA PARA AMAR,
MAS É PRECISO CORAGEM PARA SER AMADO.

É PRECISO TER FORÇA PARA SOBREVIVER,
MAS É PRECISO CORAGEM PARA VIVER.

SE VOCÊ SENTE QUE LHE FALTAM A FORÇA E A CORAGEM,
QUEIRA DEUS QUE O MUNDO POSSA ABRAÇÁ-LO HOJE
COM SEU CALOR E AMOR !

... E QUE O VENTO POSSA LEVAR-LHE UMA VOZ
QUE LHE DIZ QUE HÁ UM AMIGO EM ALGUM LUGAR DO MUNDO
DESEJANDO QUE VOCÊ ESTEJA BEM ...



Escrito por Sergio Carriel às 14h09
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SÓ ERRA QUEM FAZ

(Para acalmar os corações na Cozinha)



A cultura do certo está presente, desde muito cedo, na vida das pessoas. Acertar é a única opção aceitável. Errar significa ser massacrado pelo grupo, e por si mesmo. Com o teatro, aprendemos que podemos, aliás devemos errar, porque é isto que vai nos dar a real medida do que somos. Abujamra se vangloria de ter fracassado com algumas montagens, porque com elas é que aprendeu de fato.

Tolerar o erro – e até encorajá-lo – é um mandamento para qualquer companhia que deseja crescer pela via da inovação. Afinal, toda grande idéia implica correr riscos. As pessoas que têm iniciativa são corajosas. Nós da Cozinha Experimental iniciamos aqui a discussão sobre a importância das pessoas comprometidas com inovação. Nosso objetivo é mesmo expandir o conceito de "fracassos" para o de "erros brilhantes". Existem dois tipos de erros: os estúpidos e os brilhantes – e é nestes que devemos manter o foco. Um erro brilhante, é uma tentativa louvável que não dá certo devido a circunstâncias desfavoráveis. Alguns fatores ajudam a qualificar um insucesso como "brilhante": a intenção inicial era adicionar; e o resultado final do equívoco é um aprendizado que, na maioria das vezes resulta em sucesso. Para atrair e manter talentos, a Cozinha permite e até encoraja o erro, quando o normal é penalizar o erro e seu causador. Buscar sempre um culpádo para tudo. "Não há inovação sem falhas e não há falhas sem inovação (Paul Iske)"



Escrito por Sergio Carriel às 13h53
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